
Por Lucas Ribeiro
Salve, salve, galera que acompanha o FCS! Parece que finalmente acertamos e chegamos ao terceiro texto da nossa coluna semanal. Já falamos sobre prestígio x dinheiro, jogar bonito x resultado, agora é a vez de falar sobre fofoca.
O ambiente do futebol de várzea ainda é extremamente hostil. Também é extremamente preconceituoso e machista. O estereótipo de “homem das cavernas” ainda reina por aqui e tudo que não pertence a isto é extremamente combatido. Ao mesmo tempo em que toda essa “masculinidade” está presente, é impressionante o número de fofocas que acontece e o caos que isso causa.
Coincidentemente ou não, a imprensa (que deveria fazer isto, pois aumenta a audiência) é o que menos dissemina esta cultura (embora reconheça que também erramos) e eu falo apenas pelo FCS, embora eu acredite na lisura dos meus companheiros de imprensa.
Mas neste ambiente extremamente machista, cheio de ‘machos alfa’, a fofoca é algo recorrente. Há quem diga que existem os “Nelson Rubens” de plantão, prontos para disseminar qualquer tipo de rumor, só para ter alguns momentos de atenção.
Mais engraçado ainda é que condenamos este tipo de ação, mas como já dizia o meu amigo André Thiago: “A várzea é permissiva”. Por mais que não concordamos com algo, não fazemos nada para coibir.
Esta semana, um desafeto do FCS mais uma vez saiu falando o que não devia. Mais uma vez, tivemos que apagar um incêndio que não começamos. Mais uma vez, pessoas que não tem responsabilidade com a língua, falaram mais do que devia.
O futebol de várzea não tem dono. Como a Copa Kaiser não era o dono, como a SCP Claro não é, como a Copa da Paz não é, como o grupo Organizador não é, quanto nós do FCS não somos, nem nenhuma empresa de fardamento é, nem ninguém. O futebol de várzea é anterior a todos nós e irá continuar existindo depois.
Devemos saber o nosso lugar e nos colocar lá, porque se abrir a caixa de Pandora, irá sair muito demônio que não queremos confrontar.