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Resultadismo: A falência da beleza futebolística?

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Por Caio Henrique

Salve, salve, galera que nos acompanha em todas as plataformas do FCS. Hoje o FCS opina quer tratar de um assunto que está sendo muito discutido no meio do futebol e na várzea não é diferente: Jogar somente se importando com o resultado, sem se preocupar com o futebol apresentado, torna as partidas menos atraentes?

Minha resposta para essa pergunta é sim! É claro que o futebol é um esporte que envolve sentimento de amor. Independentemente da forma que a equipe se porta em campo, o torcedor sempre será atraído porque ele ama o time e não importa como vai jogar, ele vai querer estar lá. Mas na várzea, e no futebol de modo geral, envolve mais do que só os torcedores dos times que estão jogando e todos esperam um bom “espetáculo” (embora o futebol esteja longe de ser algo parecido com uma peça de teatro, principalmente na várzea).

Todos querem ganhar, disso não tenho dúvidas, mas ganhar apresentando um futebol agradável aos olhos de quem vê é melhor ainda. O exemplo mais recente que temos na “bola véia” foi o Barro Branco, da Cidade Tiradentes, que venceu a Super Copa Pioneer Claro 2019 ganhando todas as partidas, jogando bonito, atacando com velocidade e sem medo de sofrer gols.

Por outro lado, existe um grande número de partidas que são decididos em disputa de pênaltis, pois a preocupação é só em vencer e não em realizar uma boa apresentação. Alguns times que contam com jogadores de muita qualidade técnica primeiro se preocupam em não sofrer gols, sendo escalados com três e, até mesmo, quatro volantes quando teria capacidade para apresentar um melhor futebol. Para vencer um jogo é preciso marcar gols então por que a primeira preocupação é em não sofrer?

Essa relação do resultado com um bom futebol apresentado acaba nos levando para outras questões importantes como por exemplo: Até onde um técnico pode se sentir tranquilo em ser ofensivo e se manter na equipe mesmo com a derrota? Escalações mais defensivas ajuda a termos muitos volantes como destaques e a falta de meias e centroavantes sendo revelados? Etc.

Todas essas questões estão diretamente ligadas a uma preocupação apenas com o resultado e não em jogar bem. O argumento de quem defende somente o resultado, geralmente, é a de que fica marcado para a história quem ganha. Esse argumento também cai por terra quando vemos muitas equipes que marcaram época na várzea mesmo sem ter vencido, mas é respeitado por montar equipes que apresentava um futebol atraente, entre outras.

Ganhar e perder faz parte do esporte. Na verdade, nós mais perdemos do que ganhamos, mas a satisfação de se apresentar bem, de forma ofensiva e que encanta as pessoas é o que deveria nos motivar. O resultadismo está levando a beleza do futebol a falência. Ganhar é muito bom, porém, é ainda melhor quando se ganha com uma apresentação corajosa, bonita e encantadora.

Para finalizar meus argumentos, eu fico com as palavras de Marcelo “El Loco” Bielsa, treinador argentino que tem pouquíssimos títulos na carreira, mas sempre dirigiu equipes que jogavam um futebol marcante, bonito e, por conta disso, se tornou fonte de inspiração de diversos grandes treinadores como por exemplo Pep Guardiola: “Mais do que ganhar ou perder, o que importa é a nobreza dos recursos utilizados”.

 E vocês? Pensam que vencer sem se importar como está acabando com a beleza do futebol ou não acreditam que a beleza seja tão importante?

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