Ajax São Jorge faz segundo tempo perfeito e vence Raça Ruim pela Super Copa Pioneer

Ajax São Jorge faz segundo tempo perfeito e vence Raça Ruim pela Super Copa Pioneer

Em jogo pelo grupo F da sede Santa Amélia, no último dia 29, Ajax agora só depende de si para se classificar. Já o Raça Ruim precisa de uma combinação de resultados para seguir adiante

Por Caio Henrique

Primeiro tempo estudado

A primeira metade de jogo começou de forma lenta, ambas as equipes se estudavam, pois, sabiam que qualquer erro poderia custar o seu segmento na copa. O Ajax vinha de uma derrota frente ao Jardim Brasil e precisava dos três pontos. Já o Raça Ruim empatou na primeira rodada com o Tiradentes e, se vencesse, poderia assumir a liderança e deixar sua classificação bem encaminhada.

A única clara oportunidade criada no primeiro tempo foi da equipe do Ajax em um bom contra-ataque puxado por Rodrigo na direita, aos 10 minutos. O atacante recebeu, conduziu, invadiu a área, teve muita frieza e cortou, olhou o posicionamento do goleiro e bateu de chapa. Eric espalmou, na sobra, Dante chutou, mas mostrando agilidade, Eric conseguiu levantar a tempo de encaixar e evitar o que seria o primeiro gol do jogo.

Foto: Caio Henrique/FCS

Durante todo o restante da primeira etapa, o que se viu foi um Ajax um pouco mais com a bola no pé e um Raça Ruim chamando o adversário para seu campo de defesa a fim de encaixar um contragolpe e surpreender. Algumas boas jogadas foram criadas, principalmente buscando a velocidade de Caça Rato na direita, mas o Ajax fazia um jogo tático muito bom. A equipe da Sul mantinha a bola, mas não se lançava com todos os jogadores e mantinha seus laterais mais presos para marcar e evitar sofrer perigo.

O primeiro tempo terminou com a leitura de um Ajax que tinha a posse da bola, mas não criava chances claras e um Raça Ruim que buscava contra-atacar, mas não tinha espaços para isso. As equipes foram para o intervalo com a igualdade de zero a zero no marcador.

Da água para o vinho

Foto: Caio Henrique/FCS

Foi assim que começou o segundo tempo. Uma mudança radical do que foram os primeiros 35 minutos de partida. Logo aos quatro minutos o Ajax abriu o placar e, começava ali, o bombardeio. Linda tabela entre Douglas e Diego pelo lado direito envolveu a zaga do Raça Ruim. Diego invadiu a grande área, olhou e viu Edvaldo entrando. O lateral só rolou para o volante, como elemento surpresa, chegar batendo pro fundo do gol.

Atrás do placar o Raça Ruim precisava sair um pouco mais de trás, o que com toda certeza faria o Ajax ter mais espaços para trabalhar a bola e encontrar as brechas até chegar ao gol. Aos seis, quase o segundo. Com paciência o Ajax rodava a bola, ela chegou nos pés de Diego que arriscou de fora, ótimo chute, mas Eric fez a defesa. No futebol a bola do jogo é importante demais, muitas das vezes ela é única e não pode ser desperdiçada. O Raça Ruim teve essa bola, mas…

Foto: Caio Henrique/FCS

Com oito jogados, Caça Rato entrou no facão e recebeu a bola. O atacante virou o corpo e, na frente do goleiro tentou tirar demais, a bola caprichosamente passou raspando a trave direita de Adriano. Como diria Muricy Ramalho, a bola pune. O Raça Ruim não estava bem em campo, achou uma ótima oportunidade e não marcou, era questão de tempo até sofrer o segundo.

Aos 21’, Emerson arriscou de fora da área para o Ajax, a bola explodiu no travessão. Seis minutos depois, aos 27’, Anderson matou a partida. Em um erro infantil da equipe da Zona Leste, Jefferson foi cobrar falta do seu campo de defesa de forma rápida com o pensamento de surpreender o adversário, mas acabou tocando no pé de Jonathan, meio campista adversário. O volante aproveitou a desorganização da zaga do Raça Ruim e só rolou para Anderson que entrou sozinho na frente do goleiro e só deu um tapa no cantinho direito, ampliando e tirando qualquer outra possibilidade de empate adversário.

O segundo do Ajax foi um balde de água fria para o Raça Ruim que já não tinha mais forças para conseguir uma reação. Os últimos dez minutos então foram de administração de forma tranquila do Ajax que ainda quase marcou o terceiro com Diego de falta. O lateral cobrou da direita, o arqueiro só olhou a bola batendo na trave. Com esse resultado, o Ajax precisa de uma vitória simples contra o Tiradentes para se classificar.

O Raça Ruim continua com um ponto e agora precisa vencer o Jardim Brasil e torcer para que o Tiradentes vença o Ajax para que a sua classificação seja garantida sem que a equipe precise conseguir a vaga por critérios de desempate.

Foto: Caio Henrique/FCS

Ficha técnica
Ajax São Jorge 2×0 Raça Ruim
Data: 29/01/2017
Local: Arena Santa Amélia

Ajax/ São Jorge: 1- Adriano; 2- Diego; 3- Danilo; 4- Wallison; 6- Carlos; 15- Edvaldo (14- Fabricio); 18- Jonathas; 7- Anderson (19- Wesley); 10- Douglas; 11- Rodrigo (17- Emerson); 9- Dante (13- Marcos). Técnico: Roberto

Raça Ruim: 1- Eric; 3- Diego; 4- Jefferson; 5- Henrique (19- Rafael Miguel); 6- Felipe (16- Rafael); 2- Tiago; 7- Douglas (15- Renatinho); 8- Carlos (14- Vitor); 9- Danilo (18- Adilio Ruiz); 10- Diego Silva; 11- Caça Rato. Técnico: Airton

Arbitro: Willians Rocha
Auxiliar 1: Aleksandro Ishingi
Auxiliar 2: Gabriel Bispo
Cartões Amarelos Ajax: 6- Carlos; 15- Edvaldo; 17- Emerson
Cartões Amarelos Raça Ruim: 8- Carlos; 9- Danilo; 3- Diego

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