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Pela taça que falta…

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Por Lucas Ribeiro

No próximo sábado, às 16h, teremos a final da 9ª edição da Copa da Paz, que colocará frente a frente Nove de Julho e Brasília, que já se encontraram nesta Copa da Paz, lá na primeira rodada, quando empataram por 1 a 1. De lá para cá, muita água passou por debaixo da ponte, mas não podemos nos esquecer que o Brasília foi ligeiramente superior  na primeira rodada.

Nove de Julho e Brasília tem números bastante parecidos. O Nove de Julho tem 14 gols pró e 5 gols contra. A média é alta com 2,33 gols marcados por jogo, além de sofrer apenas 0,83 gols por jogo. São três vitórias e três empates da equipe da Casa Verde Alta.

Já o Brasília tem ligeira vantagem. São 15 gols pró e 5 gols sofridos. A média de gols sofridos é o mesmo do Nove: 0,83 gols por jogo.  Mas o time do São Luiz leva vantagem nos gols marcados: 2,5 gols por jogo. São quatro vitórias e dois empates.

Se levarmos em conta o retrospecto dos dois times, devemos ter um gol em final de Copa da Paz após 140 minutos, já que as duas últimas finais terminaram 0 a 0, sendo decididas nos pênaltis. Coincidência ou não, o Nove de Julho estava envolvido nas duas.

A que falta na sede…

“É a 9ª Copa, com a 3ª final seguida. A mística está montada, é o nosso ano, chegou a nossa vez”, me disse Fábio Bolinha, treinador do Nove de Julho, assim que terminou a disputa de pênaltis contra o Renascente.

Além da coincidência dos números, o que conta a favor do Nove de Julho nesta final é justamente o adversário: não será uma equipe do Paraisópolis. Em 2014, foi derrotado pelo novato Currião, do Paraisópolis. Em 2015, foi a vez do Palmeirinha ficar com o título, outra equipe do Paraisópolis.

Mas se desta vez tem fatores que pesam a favor, existem coincidências com 2014, quando foi derrotado pelo Currião. Naquela oportunidade, o Nove de Julho caiu diante de uma equipe que disputava a primeira vez a Copa da Paz, assim como o Brasília este ano.

A Copa da Paz é o trofeu mais cobiçado pelo Nove de Julho após a Copa Kaiser. Lembro de um bate papo que tive com Eduardo Staut, o Du Veio, diretor da equipe. “Gostamos de ganhar as Copas dentro da favela. Copa como a da Paz, da Negritude, que é chegar de fora e ter que jogar contra os time da casa e ser campeão. Gostamos assim. Ainda seremos campeões no Paraisópolis, pode anotar”, me disse Du Veio, pouco depois da conquista da Copa Kaiser 2014.

Do outro lado, alegria

Já pelos lados do Brasília, a felicidade é geral. Na primeira participação da equipe, chegam até a final de forma invicta, jogando um futebol leve ofensivamente, que não esquece das suas obrigações táticas, tendo um sistema defensivo muito seguro.

Mas quem pensa que a vida do Brasília foi fácil, está enganado. Durante a trajetória, o Brasília amargou o vice campeonato da Copa Leões, quando perdeu do Palmeirinha, no CDC Acadêmicos da Cidade Dutra. Além do vice, houve um desentendimento no elenco pouco antes do jogo contra o Unidos do Ester.

Os reflexos foram sentidos dentro de campo. Uma partida praticamente ganha, que ficou complicada e quase resultou na eliminação do Brasília. Destaque para o goleiro Fernando, que pegou duas cobranças e classificou a equipe do Jardim São Luiz.

Passada as quartas, foi a hora de Júnior, treinador e presidente do Brasília entrar em ação. “Reuni a galera, fiz um churrasco. Expus toda a situação que vivemos e os jogadores entenderam. Lavamos a roupa suja, voltamos diferente para a semifinal”, me disse o Presidente do Brasília pouco antes de rolar a bola diante do Batti Fácil.

O churrasco deu certo. O Brasília, de fato, voltou mais consistente para a semifinal e fez um belo jogo diante do Batti Fácil, vencendo por 1 a 0, para conquistar a vaga na inédita final.

Quem pode decidir

Fafy, um dos artilheiros da competição, vive um grande momento no Nove de Julho. Rápido, inteligente e experiente, o camisa 7, com 30 anos, está acostumado com decisões e pode ser o cara a desmontar o sistema defensivo do Brasília.

Do lado do Brasília, a bola da vez é Rogerinho. O meia canhoto, capitão do time e um dos primeiros jogadores a chegar nesta reformulação do Brasília, costuma ser decisivo. Além da qualidade na bola parada, costuma finalizar bastante de fora da área e não tem medo de arriscar um passe mais vertical.

Disputa de ‘Paredões’ promete

“Todo grande time começa por um grande goleiro”. Nove de Julho e Brasília aprenderam direitinho. Ambos chegam a final com cinco gols sofridos e com destaque nas cobranças de pênalti: Fernando pegou dois nas quartas de final, diante do Unidos do Ester, enquanto Vítor pegou a cobrança derradeira de Paulo Vítor, colocando o Nove de Julho na terceira final consecutiva de Copa da Paz.

Sim, a julgar o desempenho destes dois goleiros nesta competição, a chance da decisão ir para a marca da cal é alta.

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