Batti Fácil vira sobre o Rubilene mas se despede da Super Copa Pioneer

O time da Vila Nhocuné dá adeus de cabeça erguida e o Rubilene também foi eliminado. Jogo ficou marcado por uma expulsão que mudou toda história da partida

Por Caio Henrique

Avassalador. Foi assim que o Rubilene começou. Com somente vinte segundos de partida, Alexandre na direita, inverteu linda bola para Chipan que dominou, cortou para o meio e bateu forte no canto baixo de Fofão. O goleiro pulou e conseguiu espalmar a bola. Na seqüência da jogada, Leandro enfiou para Gó uma bola perfeita, no meio dos dois zagueiros. O atacante esperou o arqueiro sair e tocou, mas já estava muito em cima, e o guardião das redes do Bati Fácil defendeu.

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Foto: Lucas Ribeiro/FCS

Precisando vencer (de preferência por um placar com dois gols de diferença), o Batti Fácil acordou do susto e partiu pra cima. Com dois minutos de jogo, Juca lançou Luisinho na esquerda que dominou, bateu cruzado e o goleiro espalmou para o meio. Clebinho, no rebote, tentou pegar de primeira, mas a bola foi muito fraca, dando tempo para o arqueiro levantar e encaixar. Aos 10, Juca encontrou Japonês na área w tocou. O jogador recebeu, esperou a bola pingar e bateu. O goleiro defendeu com os olhos e a redonda arrancou tinta do travessão.

A partir desse momento, era claro o domínio da equipe da zona Leste. O Rubilene até tentava puxar um contra-ataque, mas era impedido pela, até então, forte marcação adversária. Aos 16, quase um gol raro de se ver, principalmente se tratando de bola véia. Fofão, para o Batti Fácil, bateu falta a uns oito palmos para trás da meia lua. A bola foi por cima do gol, mas certamente seria um gol historio, caso a cobrança fosse um pouco mais baixa.

Rubilene entra de novo na partida e abre o placar

Aos 18, quase o Batti Fácil abre o placar novamente. Juca cruzou da direita, Luisinho subiu e cabeceou com muito perigo. A bola passou perto. Após esse lance, o Rubilene viu que se continuasse tão recuado como estava, certamente levaria o gol. A postura então foi de começar a pressionar um pouco mais na marcação à frente, manter a posse de bola e concluir com os seus dois atacantes muito rápidos. Aos 23 minutos, quase a nova estratégia surte efeito. Jean arriscou de fora da área. A bola tocou a trave e voltou no pé de Chipan que bateu de primeira. Isolou, devido a rapidez do lance.

No último minuto do tempo regulamentar de partida, a bola entrou. E foi quase um replay do lance citado anteriormente. Desta vez, Leandro arriscou de fora da área, Fofão espalmou no pé de Gó que bateu. A bola tocou carinhosamente nas pernas do arqueiro antes de morrer no fundo do gol. No lance seguinte, Juca ainda tentou igualar o marcador chutando de fora da área, mas a bola subiu demais e o árbitro encerrou o primeiro tempo.

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Foto: Lucas Ribeiro/FCS

Etapa final

No futebol, sabemos que o momento deve ser aproveitado o máximo possível, pois as coisas mudam muito rápido nesse esporte. O Rubilene terminou a primeira etapa um pouco melhor, estava vencendo o jogo, mas aos 7 minutos do segundo tempo, Gó acabou com esse momento de sua equipe levando o segundo cartão amarelo e, por conseqüência, sendo expulso.

Uma virada relâmpago

Apenas dois minutos depois da expulsão, o Rubilene viu seu adversário empatar o jogo, e três minutos depois do empate, tomou a virada. Aos 9 minutos, Jailson, que entrara para mudar a história do jogo, cruzou da lateral direita. No meio dos dois zagueiros, Luisinho subiu e cabeceou com muita firmeza para o gol, empatando o jogo. Aos 12, uma virada na bola parada. Juca cruzou da direita no meio da confusão. Houve um pequeno bate e rebate até a bola sobrar no pé de Japonês, que fuzilou o goleiro, fazendo explodir de alegria a torcida da Vila Nhocuné.

A partir deste momento, a partida se transformou completamente. O Rubilene sentiu um forte golpe e não conseguia se encontrar em campo. O Batti Fácil quase fez o terceiro aos 18 com Luisinho novamente. Ele recebeu de Kauê na esquerda e tocou por cima do goleiro, mas a zaga tirou fazendo uma excelente cobertura. Mas aos 22, não teve jeito, o terceiro gol saiu. Jailson recebeu a bola no meio, levou até a meia lua, ameaçou bater de esquerda e deu um lindo corte de futsal para a sua perna boa, a direita. Após o corte, o jogador foi muito feliz com um belo chute no alto, sem chances para Vini.

Com o terceiro gol e um jogador a mais, o Batti Fácil já havia definido a vitória. Porém era importante marcar mais gols para ampliar o seu saldo e diminuir as chances do Aliança que jogaria logo depois. Para não sair com uma derrota por um placar elástico, o Rubilene reforçou sua marcação e impediu que o quarto acontecesse. Mas, aos 33 minutos de partida, Anderson Sales fez o pivô, tocou para Murilo que bateu por cima do goleiro, mas novamente o zagueiro evitou, tirando em cima da linha.

O jogo terminou com o placar de 3×1. Com esse resultado, o Batti Fácil se classificaria mesmo que o Aliança vencesse o, até então invicto, Unidos do Maristela por dois gols de diferença. Porém, eles não contavam com a goleada do Unidos por 6×2. O Rubilene deu adeus a competição após a derrota de virada.

Ficha Técnica
Rubilene 1×3 Batti Fácil
Local: 
CDC Doroteia
Data: 20/01/2016

Rubilene: 1- Vini, 2- Leandro (22- Fernando), 3- Flávio (17- Rodrigo), 4- Zé, 5- Mancini, 6- Enéias, 7- Alexandre (13- Everton), 9- Chipan (19- Alexandre), 10- Leandro (14-Mauro), 20- Jean, 11- Gó. Técnico: Ricardo.

Batti Fácil: 1 – Fofão, 5- Chocolate, 3- Adilson (17- Jailson), 20- Maradona, 6- Paulinho, 7- Bruno Roque, 18- Bia, 10- Clebinho (11- Kauê), 22- Juca (14- Adibe), 8- Japonês (2- Murilo), 9- Luisinho (16- Anderson Sales). Técnico: Careca/Daniel

Cartões: 6- Paulinho, 16- Anderson Sales (Batti Fácil); 11- Gó e 5- Mancini (Dois amarelos e um vermelho), 9- Chipan, 2- Leandro, 10- Leandro, 7- Alexandre (Rubilene)

Árbitro: Edson Pimentel
Assistente 1: Leonardo Moura
Assistente 2: Cristiano Gigante
Representante: Willians Rocha

 

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