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Resenha pós-jogo – Santos x Lusa – FCS no Pacaembu

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O FCS esteve ontem no Pacaembu com grandes expectativas. A iniciar pelo público, foi feita uma promoção, em função da comemoração de 100 anos da primeira partida oficial do clube. Os sócios do clube pagavam 1 real no ingresso, enquanto os torcedores comuns tinham o ingresso por 10 reais.

O público total no Pacaembu foi de 17 mil pessoas, frustrante ver um tobogã sem nenhuma pessoa. A chegada foi tranquila ao Pacaembu, estádio com o melhor acesso da capital. A compra do ingresso foi  feita de forma tranquila, muito em função da boa organização santista.

A entrada no Pacaembu foi feita de forma muito rápida e fácil. O Santos é um time que leva muitos fãs da geração do Messias, vários santistas que acompanharam a passagem de Geovani. Leva também muitas mulheres ao estádio. Foi o jogo com maior presença feminina que eu já frequentei.

Estava na companhia de um amigo, que exaltava a torcida santista como incentivadora e explosiva. Não foi isso que acompanhei ontem, A começar pela pouca reação da torcida nas escalações. Também  não houve uma grande saudação a equipe santista na entrada no gramado.

A torcida começou a fazer festa mesmo após o hino nacional, gritando os nomes dos jogadores e apoiando o Santos. Neymar era saudado mesmo não estando em campo. Alias é grande o Neymar para a torcida. A idolatria é muito maior do que eu pensava. Neymar não é apenas um bom jogador, Neymar não é apenas idolatrado. Neymar representa TODA a esperança santista por tempos melhores. Posição que ficou mais forte após a saída de PHG, em conversa com os santistas na arquibancada do Pacaembu. Ao contrario do que esperava, nenhuma manifestação contra o jogador foi feita.

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O inicio da partida foi  de pressão santista, com o apoio da torcida, o Santos empurrava a  Lusa para o campo de defesa. Andre perdeu gol incrivel aos 6 minutos. Aos 9 minutos um lance polemico. Magrão foi lançado no encostado da zaga lusitana. Na corrida, Valdomiro deslocou Magrão, como ele era o ultimo homem, o arbitro marcou falta e apenas deu amarelo, causando revolta nos santistas. A falta nem houve na minha visão. Já que ele marcou a falta, deveria ter expulsado o zagueiro. Erro duplo do arbitro.

A partir dos dez minutos de jogo acabou o futebol santista. Aos poucos a Lusa foi avançando ao campo de ataque. Com os dois laterais bem abertos e com um ataque leve, a Lusa passou a ter uma movimentação muito interessante do meio para frente. Com triangulações nas pontas, e o passe sempre horizontal, pegava a zaga do Santos perdida. O jogo ficou morno até os 32 minutos, quando Rodriguinho recebeu de Bruno Mineiro e bateu forte para estufar a rede santista. O bandeira anulou o gol em lance polemico. Rodriguinho parecia estar na mesma linha do zagueiro santista.

Mas de tanto insistir a Lusa marcou aos 37 minutos. Marcelo Cordeiro bateu escanteio, houve um desvio na primeira trave,  livre dentro da pequena area, Bruno Mineiro escorou para abrir o placar.´O Santos que já estava apatico, tentou uma reação, mas logo em seguida, aos 42 a Lusa ampliou. Em uma bela troca de passes do ataque luso, o volante Léo Silva entrou livre nas costas de Juan, e fuzilou Rafael. A torcida santista que apoiava o time até então, calou. Mais do que isso, perdeu a paciencia e começou a vaiar muito Juan a cada toque do lateral. Para contribuir mais, o lateral não acertou mais nenhum passe até o fim da primeira etapa. No apito do arbitro, o Pacaembu todo vaiou o time santista, em especial o lateral Juan, que foi xingado pela torcida.

Na volta do intervalo, o técnico Muricy fez a alteração tanto esperada. Sacou Juan e colocou Bernardo em campo. Se a tentativa era arrumar o Santos ofensivamente, defensivamente o time continuou o mesmo. Logo aos dois minutos, Moises recuperou a bola, passou entre os dois zagueiros santistas, driblou o goleiro Rafael, e perdeu gol incrivel.

A Lusa permanecia muito superior. O Santos era muito apatico. Depois da saída de Juan, Felipe Anderson passou a ser o alvo dos torcedores. Se a situação era complicada com este cenario, o terceiro gol da Lusa só piorou. Falha coletiva da zaga, e na bola alçada de Cordeiro, Bruno Mineiro desviou e nocauteou o Peixe, tudo isso aos 17 minutos.

Após o gol da Lusa, a torcida do Santos começou a deixar o Pacaembu em bom numero. Felipe Anderson passou a ser vaiado a cada toque na bola. A torcida apenas chiava, o Santos não acertava três passes seguidos, a Lusa deitava e rolava nos contra golpes. Muricy sacou Pato e colocou Miralles. O argentino deu mais mobilidade ao ataque, mas nada que assustasse a Lusa. A cada minuto que passava, mais torcedores abandonavam o Pacaembu. Outros lembravam a falta que Neymar fazia. Outros choravam ver a troca da camisa 10, antes de PHG, ontem de Gerson Magrão. A preocupação com o jogo de quarta feira era evidente.

Aos 29 minutos André diminuiu. A torcida nem comemorou o gol. O Santos ensaiou uma pressão, mas esbarrava no péssimo futebol apresentado. O jogo se arrastou feio até o final, para delirio dos portugueses e cantavam “Festa na padoca”, no setor de visitante do Pacaembu.

De positivo na partida apenas a atuação de todo o time da Portuguesa. De negativo, tudo do lado santista. Do goleiro ao técnico, passando pela arquibancada que vaiou o time enquanto a bola rolava, além de ir embora do Pacaembu no inicio da partida. Talvez a torcida esteja mal acostumada com o futebol bonito, e não parece estar do lado do time nesse momento dificil, já que a média de publico é baixa, e o apoio não é incondicional.

 

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