Lusa, CBF e o empréstimo: a 43ª rodada

Por Claudio Sousa Junior

Leitores deste singelo blog, quem diria que mais uma vez presenciaria o futebol como tema de justiça no Brasil, desde as famosas CPIs do Futebol e CBF-Nike. Como sabem, o erro da Portuguesa em escalar o meia Héverton irregularmente na última rodada criou-se um novo confronto do Campeonato Brasileiro… fora de campo.

Lusa e Flamengo, julgados pelo mesmo erro, punidos com perda de pontos, resultado: Fluminense, antes rebaixado à segunda divisão, permanece na série A, e a Portuguesa, rebaixada.

Muitos torcedores, não apenas da Lusa, mas de vários clubes no Brasil, indignados com esse desfecho que com certeza, mancha de vez o futebol brasileiro. E quando surge uma nova informação, da CBF exigindo que a Portuguesa desista de ir à Justiça Comum buscar o direito de permanecer na Primeira Divisão, para receber um empréstimo de R$ 4 milhões, aí que perguntamos: o futebol brasileiro está morrendo?

A Portuguesa errou? Errou. Mas o que está sendo discutido é o critério dado a ela para ser punida. Lembrando que o atual campeão, Cruzeiro, escalou seu goleiro reserva de maneira irregular, sem contrato registrado. Resultado: apenas uma multa. E o clube tem suas justificativas. Por quê o registro de punição ao Héverton foi divulgado apenas no final do campeonato? Houve falha de comunicação entre advogado e clube?

E a CBF? Essa cláusula de exigir à Portuguesa que desista de buscar seus direitos na Justiça, é um atestado de culpa da entidade?

O Estatuto do Torcedor, uma lei federal, vale menos que o regulamento do STJD, o tribunal que “manda” no futebol brasileiro?

Há algo de podre no reino de José Maria Marin…

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